ATS como ferramenta para gestores de hospitais

O complexo processo de incorporação de tecnologias na área da saúde tem como ferramenta fundamental as Avaliações de Tecnologias em Saúde (ATS). Utilizadas em diversos países, elas consistem na análise de estudos clínicos e econômicos para embasar recomendações e tomadas de decisão. Embora sejam vistas mais comumente como ferramentas direcionadas a uma esfera macro do setor de saúde, como sistemas de saúde públicos ou privados, as ATS têm se mostrado ferramentas estratégicas também para organizações menores, como hospitais.

A forma de utilização das ATS nesse contexto pode seguir diferentes modelos, de acordo com a necessidade e a realidade de cada organização, porém seu papel é o mesmo: o de suprir a gestão com informações precisas e de qualidade para embasar a tomada de decisão, visando o melhor benefício e otimizando custos. Saiba mais, neste artigo, sobre o uso de ATS em hospitais.

As ATS nos hospitais

O uso de ATS em hospitais é considerada uma prática recente, pois, embora já seja usada há algumas décadas, ainda não há muita clareza sobre os resultados das decisões embasadas por esse tipo de avaliação no contexto hospitalar.

A importância das ATS para o embasamento de decisões no nível macro já é consolidada no setor de saúde, sobretudo para os sistemas públicos, como é o caso do Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS), em que esse tipo de avaliação é obrigatório para a incorporação de tecnologias.

Porém, ao ser aplicada no contexto hospitalar, ela leva em conta a importância e valor de determinada tecnologia dentro de uma estrutura organizacional própria, permitindo que os gestores a utilizem como base para lidar com três diferentes tipos de demandas com as quais são requisitados constantemente:

  • As autoridades do setor, cada vez mais, exigem dos hospitais e outros estabelecimentos de saúde melhorias na eficiência microeconômica (eficiência e efetividade) como ponto fundamental para melhorar a eficiência macroeconômica (do sistema como um todo). Dessa forma, as decisões sobre adoção, investimento e desinvestimento em tecnologias se tornam mais e mais responsabilidade das organizações;
  • O contexto tem ganhado maior relevância para a tomada de decisões sobre o uso de tecnologias da saúde, sobretudo no processo de padronização de medicamentos, procedimentos e materiais médico-hospitalares nas instituições. Por isso, se faz importante que as análises sejam realizadas dentro da realidade de cada estrutura organizacional;
  • A crescente difusão da cultura da medicina baseada em evidências, para a qual seria interessante ter uma estrutura interna nos hospitais para tratar de ATS, facilitando o uso de dados científicos para esse tipo de estudo.

Modelos de ATS nos hospitais

Há diferentes formas de se implementar a prática das ATS em hospitais. A Pesquisa Global de ATS Baseadas em Hospitais, considerada hoje um dos documentos mais completos sobre o assunto, menciona quatro modelos diferentes. São eles:

  • Modelo embaixador: profissionais reconhecidos como “formadores de opinião” atuam como embaixadores das mensagens da ATS dentro do hospital. Eles não precisam participar das avaliações, mas têm um papel fundamental na difusão dos resultados dentro da organização;
  • Mini-ATS: um único profissional realiza a coleta de dados no hospital para informar os tomadores de decisão;
  • Comitê interno: nesse modelo de ATS, as informações são produzidas por grupos multidisciplinares, chamados de comitês. Esses grupos representam perspectivas diferentes e têm a responsabilidade de revisar as evidências para fazer recomendações que possam ser úteis ao hospital. Normalmente os profissionais não trabalham full-time para ATS;
  • Unidade de ATS: este modelo, sim, consiste em uma equipe especializada, focada unicamente em realizar as avaliações. É o mais alto nível de estrutura para ATS em hospitais.

A importância da análise de impacto orçamentário

Uma das principais ferramentas de uma ATS, a análise de impacto orçamentário (AIO) é também um poderoso instrumento para os gestores de hospitais. Ela permite que se avalie quais seriam os novos custos acarretados pela incorporação de determinada tecnologia, o que auxilia os gestores a fazerem a previsão do orçamento.

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